O caso veio à tona após Francisco Quilodrán encontrar cinco de seus cavalos mortos em uma propriedade rural situada a aproximadamente seis quilômetros de Río Mayo, na Argentina, próximo à fronteira com a província de Santa Cruz.
Segundo o proprietário, as condições em que os animais foram encontrados chamaram imediatamente sua atenção. Os corpos apresentavam cortes e mutilações em diferentes regiões, mas não havia sangue aparente no local. Também não foram observados sinais típicos de ataques de predadores, algo que, segundo Quilodrán, tornava a cena especialmente difícil de explicar.
A experiência adquirida durante anos trabalhando no campo fez com que o agricultor percebesse que aquilo não se parecia com uma ocorrência comum envolvendo animais mortos. As lesões apresentavam características que ele afirma nunca ter encontrado anteriormente.
A situação ganhou um elemento ainda mais intrigante quando moradores da região relataram ter observado luzes incomuns sobre áreas rurais nos dias que antecederam a descoberta.

Há cerca de uma semana, Francisco Quilodrán realizava uma de suas rondas pela propriedade onde mantinha oito cavalos em um piquete. Os animais estavam bem cuidados e apresentavam boas condições físicas.
Durante a inspeção, Quilodrán percebeu que alguns deles não estavam mais no local. Ele então saiu à procura dos animais e acabou encontrando dois deles mortos, um deles próximo ao outro.
Inicialmente, a morte dos cavalos não pareceu necessariamente incomum. Em uma propriedade rural, diferentes situações podem levar um animal à morte, incluindo doenças, condições climáticas ou acidentes.
Foi somente ao se aproximar dos corpos que Quilodrán percebeu que havia algo muito diferente naquela situação. Ao examinar uma das éguas, percebeu que ela não possuía mais os olhos.
“Toquei-a com o pé para ver se estava viva e, quando olhei para a sua cabeça, ela não tinha olhos”, contou ao jornalista Raúl Oliva, da Rádio Nacional de Río Mayo.
“Não havia sangue. O osso estava branco e o couro parecia queimado”, descreveu ele em entrevista à Rádio Jornada. Quilodrán também afirmou que a língua de um dos animais apresentava um corte na parte posterior, que, segundo sua descrição, parecia ter sido feito “como com um laser”.
Sem vestígios e com os corpos intactos
Depois de encontrar os animais, Quilodrán decidiu procurar ao redor da propriedade por qualquer sinal que pudesse ajudar a entender o que havia acontecido. No entanto, segundo seu relato, não havia marcas de veículos no local nem qualquer vestígio dos tecidos que haviam sido retirados dos corpos.
A experiência adquirida ao longo de sua vida no campo também fez com que descartasse a possibilidade de se tratar de um ataque comum de puma, raposa ou outro animal. Ele afirma já ter encontrado animais mortos em diferentes circunstâncias e diz ser capaz de reconhecer as marcas deixadas por predadores.
“Já vi animais mortos, mas nunca assim”, afirmou.
Outro aspecto que chamou sua atenção foi o estado das carcaças. Mesmo com a presença de animais necrófagos na região, nenhum deles havia se alimentado dos corpos. Quilodrán destacou que caracaras, raposas e tatus são comuns naquela área da Patagônia e que, normalmente, a morte de um único animal já seria suficiente para atrair rapidamente aves e outros animais.

Mesmo depois de vários dias, os cinco corpos continuavam praticamente sem sinais de terem sido consumidos. Para Quilodrán, isso era difícil de entender, principalmente porque havia uma grande quantidade de caracaras na região.
“Há muitos caracaras por aqui. Se você matar uma lebre, cinco ou seis aparecerão imediatamente. Mas esses cavalos não foram tocados”, relatou.
A possibilidade de um envenenamento que tivesse afetado todos os animais também não parecia explicar o ocorrido, segundo suas próprias observações. Os cavalos que permaneceram no local continuavam saudáveis, enquanto o cachorro de Quilodrán havia bebido da mesma fonte de água sem apresentar qualquer sintoma.
Também não havia indícios evidentes de uma ação humana convencional. Quilodrán não encontrou buracos provocados por disparos, ferimentos de faca ou outros sinais que apontassem para esse tipo de intervenção.
Sem conseguir encontrar uma explicação, ele decidiu mostrar as imagens dos animais a amigos e a pessoas acostumadas com atividades rurais. A reação foi semelhante entre aqueles que consultou: ninguém conseguiu identificar o que poderia ter causado aquelas lesões.
“Perguntei a pessoas do campo que sabiam do assunto, e ninguém soube me responder. Todos ficaram surpresos”, afirmou.

Luzes estranhas em áreas rurais
A publicação das fotos e vídeos dos cavalos fez com que Quilodrán recebesse mensagens de outros moradores da região, que passaram a compartilhar relatos de acontecimentos que haviam presenciado dias antes.
Trabalhadores que costumam percorrer as estradas locais disseram ter observado no céu uma luz ou um objeto que consideraram incomum. Em um dos relatos, a testemunha descreveu uma espécie de “figura” que, vista de longe, lembrava o formato de um “prato” e parecia deixar um rastro enquanto se deslocava. Segundo os relatos, o objeto desaparecia quando as pessoas tentavam parar para observá-lo.
Também houve moradores que mencionaram ter visto luzes muito fortes, comparáveis a holofotes, sobre áreas rurais.
Entre os relatos recebidos por Quilodrán, estava o de uma mulher de Camarones. Depois de ver as publicações, ela entrou em contato com ele e afirmou ter encontrado sete éguas mortas que apresentavam características semelhantes às dos animais encontrados por ele. Segundo a mulher, porém, não foram feitas fotografias na época em que os animais foram descobertos.
Quilodrán admite que a ligação entre os relatos das luzes e as mortes dos animais é uma interpretação sua, motivada principalmente pela ausência de uma explicação para o que encontrou.
Questionado sobre a possibilidade de algo ter vindo do céu, ele respondeu:
“Honestamente, sim, é o que eu acho que foi, porque não consigo encontrar outra explicação. Não vejo nenhum vestígio e não consigo encontrar nenhum pedaço de nada.”
Até o momento, Quilodrán informou que não apresentou uma queixa formal. Também não existe um laudo veterinário ou científico que determine a causa das mortes ou dos ferimentos descritos.
“Vou passar o resto da minha vida me perguntando o que aconteceu. Tenho 31 anos e é a primeira vez que vejo algo assim”, afirmou.
O episódio ocorrido nas proximidades de Río Mayo permanece, portanto, sem uma explicação determinada, enquanto uma investigação profissional deverá estabelecer o que aconteceu com os animais.
Abaixo veja um vídeo dos OVNIs filmados na região.
