No estudo chamado “UFO Dynamics on the Moon” (“Dinâmica dos OVNIs na Lua”), publicado em março deste ano e baseado em gravações de vídeo em alta velocidade do céu próximo à Lua, os pesquisadores afirmam ter identificado numerosos objetos não identificados, classificados em duas categorias: OVNIs “atmosféricos” e “continentais”.
O trabalho descreve que os chamados OVNIs atmosféricos produzem flashes luminosos com duração entre 100 e 500 milissegundos, apresentando variações periódicas de brilho na faixa de alguns hertz e poderiam medir entre 440 metros e 1,8 quilômetro.
Já os OVNIs continentais, descritos como objetos em forma de disco ou toroide, teriam dimensões estimadas entre 25 e 40 quilômetros, exibiriam oscilações de brilho de até 1% e, no caso dos toroides, velocidades de até 11 km/s.
Na parte mais especulativa do trabalho, os pesquisadores Boris E. Zhilyaev, Vladimir Petukhov e Sergey Pokhvala, do Observatório Astronômico Principal da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, sugerem que a Lua poderia servir como uma base para esses objetos, que seriam capazes de alcançar a Terra em cerca de 20 minutos.
O artigo ainda propõe que os atuais UAPs observados na atmosfera terrestre seriam manifestações desses mesmos objetos e conclui que eles demonstrariam comportamento inteligente, podendo representar uma civilização tecnologicamente avançada.

Sobre os OVNIs continentais em forma de disco, os autores afirmam que eles estariam entre os maiores objetos identificados durante as observações da Lua. Com base na análise das imagens, estimaram diâmetros entre aproximadamente 25 e 40 quilômetros.
De acordo com o artigo, esses objetos apresentariam pequenas oscilações periódicas de brilho, de até 1%, detectadas por meio da análise de suas curvas de luz. As variações ocorreriam em frequências de aproximadamente 3,0, 4,5 e 6,0 Hz, identificadas por meio de análise de Fourier, padrão que os autores interpretam como característico de um processo pulsante.
Os discos também se deslocariam sobre a superfície lunar e exibiriam características fotométricas consideradas incomuns. O trabalho sustenta que suas dimensões e comportamento não seriam compatíveis com fenômenos conhecidos, levando os autores a classificá-los como uma das principais categorias de OVNIs identificadas nas proximidades da Lua.
Além dos discos, o estudo dedica uma seção específica aos chamados OVNIs toroidais, que teriam sido registrados durante observações realizadas em 16 de agosto de 2025, utilizando o telescópio Intes-Alter M603. Segundo os autores, esses objetos apareceram contra o brilho do céu diurno e apresentavam contraste de apenas cerca de 5%, exigindo técnicas especiais de processamento de imagem para serem detectados.
A análise das imagens levou os pesquisadores à conclusão de que esses objetos apresentam comportamento óptico semelhante ao de um corpo negro, absorvendo praticamente toda a radiação incidente em vez de emiti-la. Com base nisso, estimaram um albedo de aproximadamente 0,061, muito próximo ao da superfície lunar, característica que, segundo o artigo, tornaria esses objetos extremamente difíceis de serem observados.
Os autores afirmam ainda ter acompanhado o deslocamento e a rotação de vários desses objetos ao longo das sequências de vídeo. A partir dessa análise, estimaram que os toroides possuem cerca de 36 quilômetros de diâmetro, alcançam velocidades de até 11 km/s e completam uma rotação a cada 180 segundos, equivalente a aproximadamente 2 graus por segundo. Os cálculos indicam ainda uma aceleração centrífuga de cerca de 2.200 cm/s², valor superior ao dobro da gravidade terrestre.

Outro aspecto destacado é a variação extremamente sutil do brilho desses objetos. Embora as oscilações sejam inferiores a 0,2%, os autores afirmam ter identificado, por meio de análise de Fourier, frequências fundamentais e harmônicos em 1,5; 3,0; 4,5 e 6,0 Hz, comportamento que interpretam como compatível com processos pulsantes.
Já os chamados OVNIs atmosféricos são descritos pelos autores como objetos aparentemente estacionários, que apresentam flashes luminosos com duração entre 100 e 500 milissegundos. A análise das curvas de brilho revelou variações periódicas em frequências de alguns hertz, identificadas por meio de espectros de Fourier.
De acordo com o estudo, dependendo da capacidade de reflexão da luz solar considerada para esses objetos, seus tamanhos estimados poderiam variar entre aproximadamente 440 metros e 1,8 quilômetro. Os pesquisadores destacam que, mesmo na menor estimativa, seriam objetos de dimensões significativas.
Diferentemente dos chamados OVNIs continentais, que segundo o artigo se deslocariam sobre a superfície lunar, os objetos atmosféricos foram classificados como estacionários durante as observações. Os autores afirmam que os flashes luminosos observados apresentam características semelhantes a processos pulsantes.
Na discussão final, os pesquisadores afirmam que mais de 20 objetos foram identificados nas gravações analisadas.

O artigo conclui defendendo que as dimensões e velocidades estimadas para esses objetos não encontram paralelo em tecnologias conhecidas atualmente. Para reforçar essa interpretação, os autores citam Ian Clague, CEO da Dirac Drives, que afirma não conhecer nenhum país que possua um sistema de propulsão capaz de produzir o desempenho descrito no estudo.
Por fim, os autores reiteram sua hipótese central: a de que a Lua funcionaria como uma base para esses objetos, que seriam capazes de alcançar a Terra em aproximadamente 20 minutos e se manifestariam em nossa atmosfera como UAPs.
Eles concluem afirmando que o comportamento observado indicaria a presença de uma civilização tecnologicamente avançada.
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