Você conhece o caso da misteriosa mulher da Ilha do Meio? O caso aconteceu no Brasil, no nordeste do Pará, justamente no mesmo período e região onde ocorreram partes dos eventos que contribuíram para desencadear a Operação Prato. A história dessa misteriosa e enigmática mulher é muito interessante:
Ela se chamava Elizabeth Queminet Berger. Sim, sabemos o seu nome (pelo menos era essa a identidade apresentada em seus documentos. Anos depois, as investigações revelariam que seu passaporte era falso e que o documento, na realidade, pertencia a uma cidadã polonesa falecida em 1939). Ela existiu de fato e, visualmente falando, era um ser humano comum, exceto por seus hábitos e comportamentos totalmente estranhos.
Ela chegou à região do município de Augusto Corrêa (PA), em meados dos anos 70, justamente quando a onda de aparecimentos de variados tipos de naves e os ataques delas aos locais estavam acontecendo.
Ela comprou terrenos numa pequena ilha chamada Ilha do Meio.

Elizabeth era descrita como uma mulher loira, de pele muito clara, educada e de forte sotaque estrangeiro. Pouco tempo após chegar à região, adquiriu áreas da ilha e passou a viver praticamente isolada.
Apesar da discrição, seu comportamento rapidamente despertou a curiosidade dos moradores. Ela comprava diariamente entre 200 e 400 quilos de peixe, uma quantidade muito superior ao consumo de uma única pessoa, alimentando rumores de que outras pessoas estariam escondidas na ilha.
Com o passar dos meses, pescadores e moradores começaram a relatar a presença de homens de aparência incomum que apareciam na sua propriedade. Elizabeth dizia que eram cientistas, mas eles falavam um idioma completamente desconhecido e desapareciam poucas horas ou dias depois de chegarem. Segundo testemunhas, ela recebia regularmente cerca de dez homens.
Paralelamente, aumentavam os relatos de luzes misteriosas sobrevoando a Ilha do Meio e a região entre Urumajó e Bragança. Os objetos eram descritos como luzes e artefatos cilíndricos, semelhantes a pequenas sondas, que realizavam estranhas evoluções durante a noite. Alguns moradores afirmavam ainda tê-la visto banhando-se nua nas praias e, em relatos ainda mais extraordinários, caminhando sobre as águas.
As histórias chamaram a atenção das autoridades. Em plena década de 1970, surgiram suspeitas de que a ilha pudesse estar sendo usada para esconder um grupo de guerrilheiros. O então comandante Uyrangê Holanda de Lima, que mais tarde lideraria a Operação Prato, tomou conhecimento da misteriosa moradora e suspeitou que ela estivesse alimentando esses supostos guerrilheiros, justamente por comprar diariamente centenas de quilos de peixe e receber frequentemente um grupo de homens na ilha.
Diante das suspeitas, foi realizada uma busca em sua residência. O resultado surpreendeu os investigadores: não havia qualquer indício de ocupação por um grupo de pessoas. A casa praticamente não possuía móveis nem utensílios. Segundo os relatos, não havia janelas, portas, pratos ou qualquer estrutura doméstica convencional. No interior, existiam apenas uma cama e duas cadeiras.
Elizabeth foi presa três vezes. A primeira ocorreu em 1975, no Pará, mas ela foi libertada por falta de provas. Em outra ocasião, foi levada para Brasília e novamente liberada. Na terceira detenção, aconteceu o episódio que transformou o caso em um dos maiores mistérios da região.
Ao chegar ao porto de Belém, Elizabeth pediu para usar o banheiro público do Mercado do Ver-o-Peso. Mesmo escoltada por agentes, desapareceu sem deixar qualquer vestígio. Curiosamente, segundo moradores, após seu desaparecimento também cessaram os frequentes relatos das estranhas luzes observadas entre Urumajó e Bragança.

O mistério ganhou um novo capítulo em 1989. Após o terremoto de São Francisco, nos Estados Unidos, uma mulher identificada como Elizabeth Queminet Berger teria sido fotografada auxiliando vítimas da tragédia. A imagem foi publicada em um jornal local, e a Interpol chegou a ser acionada, mas jamais conseguiu localizá-la novamente.
Quem era, afinal, a misteriosa mulher que apareceu no Pará justamente às vésperas da Operação Prato? O que realmente acontecia na Ilha do Meio? Quem eram seus enigmáticos acompanhantes? E haveria alguma ligação entre sua presença e os estranhos fenômenos luminosos registrados na região?
Até hoje, essas perguntas permanecem sem respostas definitivas.
Mas tudo indica que ela não era uma extraterrestre ou algo do tipo. Pelo menos é isso que seus registros e documentos parecem indicar. Há algum tempo, o ufólogo Edison Boaventura realizou uma investigação sobre a enigmática mulher e apresentou, em uma live, os resultados do que conseguiu descobrir sobre o caso.
De fato, o ponto central da história não está em saber se a mulher tinha ou não uma origem extraterrestre, mas em descobrir quem ela realmente era, o que fazia naquela região e por que sua presença coincidiu, de maneira tão curiosa, com os acontecimentos ufológicos que ocorriam no Pará naquela época.
Abaixo, deixo o link para o vídeo em que o ufólogo Edison Boaventura fala sobre o caso.
