Não é novidade que existe uma forte incidência do fenômeno UFO na região do município litorâneo de São Paulo, Peruíbe. Volta e meia, a cidade aparece na mídia com notícias relacionadas a avistamentos, aparições e até pousos de objetos não identificados.
Em 2017, um caso ganhou destaque nacional e chegou a ser noticiado pelo portal G1. A reportagem descrevia o suposto pouso de um “disco voador” em uma área afastada da zona central da cidade. As marcas incomuns na vegetação (com o mato deitado) mediam pouco mais de 13 metros de comprimento por cerca de dois metros de largura.
De acordo com o pesquisador e ufólogo que investigou o caso em 2017, Saga Suséliton, análises realizadas no local levaram à constatação de que o fenômeno não teria sido causado por ação humana. “Foi um OVNI, realmente, que pousou ali em movimentos circulares, de modo que a vegetação foi apenas amassada”, concluiu ele.
Agora, Peruíbe volta à cena da ufologia nacional novamente, com outro aparente pouso de um UFO. E, desta vez, com indícios e evidências de que algo anômalo realmente pode ter pousado na zona rural da cidade.
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De acordo com o Diário do Litoral, o incidente teria ocorrido no dia 29 de janeiro, por volta da meia-noite, quando o aposentado Cláudio dos Santos Barros dormia com a esposa em sua chácara, localizada na zona rural de Peruíbe. De repente, o casal foi acordado por um barulho ensurdecedor. Segundo o relato, o som se assemelhava ao de uma turbina de avião misturado com o de uma furadeira.
Assustado com o que havia presenciado, Cláudio entrou em contato com diversas pessoas e chegou a ligar para a Prefeitura, que repassou o telefone de pesquisadores e ufólogos da região.
“O barulho era muito alto e parecia que começou a girar. Fiquei sem reação, porque nunca tinha escutado algo parecido. Eu travei, cara. Nunca travei na minha vida. Pensei que fosse arrebentar a janela ou destruir a casa, mas o ruído parou de uma hora para a outra, do nada”, relatou.
Segundo Cláudio, quem percebeu o barulho primeiro foi a esposa, que teria dito as palavras “chegaram” e “eles estão aqui”. De acordo com ele, a mulher já estaria acostumada a relatos de pousos na região, mas nunca havia ouvido o som de uma suposta nave pousando.
“Ela ficou meio assim, porque o pessoal daqui já está acostumado e já viu esses círculos aqui, só que maiores do que esse. Já viram círculos de 25 metros. Todos os anos aparecem esses círculos, mas ninguém nunca tinha escutado barulho. Dessa vez, eu estava junto e escutei”, afirmou.
O pesquisador Ivan Lima informou que esteve no local após receber um vídeo gravado na chácara no dia seguinte ao ocorrido. Segundo ele, o registro chamou atenção por apresentar características semelhantes a outros supostos pousos já analisados na região, como a forma e a direção do amassamento da vegetação. Apesar de a marca ser menor do que outras já encontradas, o pesquisador considera alta a possibilidade de se tratar de um fenômeno autêntico.

“Chovia e o local estava completamente alagado. Eu estava de bota e entrei. Houve uma alteração significativa no medidor Geiger, dispositivo utilizado para detectar e medir radiação ionizante, como partículas alfa, beta, raios X e gama. Apontei o aparelho para várias direções e a escala diminuía, mas, quando apontava diretamente para o círculo, havia um aumento significativo nos microsieverts”, explicou.
Segundo Ivan Lima, os testes foram repetidos diversas vezes. Sempre que o medidor se aproximava do local, a escala aumentava, diminuindo à medida que se afastava.
Ele também relatou que a vegetação apresentava sinais de queimadura, situação comum em ocorrências desse tipo, e que a água no local apresentava pH elevado e alcalino, o que, segundo ele, não seria esperado, já que a área possui água misturada com micro-organismos, normalmente com tendência a pH mais baixo.

“Vou aguardar a análise dos outros pesquisadores, mas minha avaliação preliminar é de que há grande chance de se tratar de um fenômeno autêntico”, completou.
Diante do caso, algumas pessoas levantaram a hipótese de se tratar de um microburst, ou microexplosão, fenômeno caracterizado por uma coluna concentrada e intensa de ar descendente dentro de tempestades, com diâmetro igual ou inferior a quatro quilômetros.
Ao atingir o solo, esse tipo de evento se espalha em todas as direções, provocando ventos lineares que podem ultrapassar 240 km/h e causar grandes danos. A possibilidade, no entanto, foi inicialmente descartada, já que no dia 29 o tempo estava estável em Peruíbe.

O Diário do Litoral relatou que esteve no local, mas não conseguiu se aproximar da área devido ao alagamento de uma das vias de acesso, causado pelas chuvas recentes.
O ufólogo e pesquisador Saga Suséliton, de Peruíbe, também está investigando o caso.
