No primeiro dia deste mês, a comunidade ufológica brasileira foi pega de surpresa por uma “verdadeira bomba”. Em primeira mão, por meio do Ovniologia, os entusiastas ficaram sabendo da venda da maior revista de ufologia do Brasil, e uma das mais importantes do mundo, a Revista UFO.
Mas o espanto não foi pela negociação em si, e sim por quem passou a ser o novo proprietário: ninguém mais ninguém menos que Urandir Fernandes de Oliveira.
Entrei em contato com o Sr. Urandir no dia seguinte à divulgação da compra da revista. Ele, com disposição e gentileza, me atendeu prontamente e, mesmo com a agenda corrida, aceitou conceder esta entrevista para deixar os entusiastas a par da situação e explicar como será a revista daqui em diante.
Após o falecimento, em 2022, do idealizador e fundador da revista, Ademar José Gevaerd, a Revista UFO entrou em um período de recesso. O triste episódio também gerou instabilidade em torno da publicação, que tinha nele seu principal pilar. Em agosto de 2024, a revista voltou com novas edições, mas já dava sinais de que enfrentava dificuldades para se manter como antes.
Para quem não sabe, a Revista UFO vinha passando por uma situação financeira complicada, acumulando dívidas. Algo precisava ser feito. O proprietário e herdeiro, Daniel Gevaerd, filho de Ademar Gevaerd, teve então que tomar uma decisão difícil: vender a revista.
E quem ele procurou para comprá-la? Sim, o empresário e antigo rival de seu falecido pai, o senhor Urandir Fernandes.
Segundo Urandir, há cerca de seis ou sete meses, Daniel Gevaerd entrou em contato com o gerente de seu banco digital, o BDM, fazendo a proposta de venda. A princípio, ele achou que “não ia rolar”, devido ao histórico com o falecido Gevaerd e a tudo o que envolvia essa relação. Mas, com o tempo, após novas tentativas de contato por parte de Daniel e mais conversas, acabou aceitando a proposta.
“Sou bem flexível, tenho a mente aberta e acho que esse legado deve ficar nas mãos do Urandir. Não existe outra pessoa mais indicada do que ele”, teria dito Daniel.
De acordo com Urandir, Daniel afirmou que a revista iria parar, sendo assim, não havia outra alternativa senão vendê-la. Embora não fosse um bom negócio do ponto de vista financeiro, Urandir classificou a aquisição como “estratégica”. Mesmo assumindo uma série de problemas, por causa do histórico e da situação em que a Revista UFO se encontrava, ele disse que decidiu encarar o desafio.
E assim a compra foi feita.
Em relação à questão editorial, Urandir afirmou que não pretende mexer muito no formato da revista. Segundo ele, “será modificado apenas 30%”. Haverá também uma pequena mudança na capa, com algo “mais tchan”.
No que diz respeito aos conteúdos das publicações, que já possuem “uma tradição”, ele disse que a base será mantida, mas haverá a adição do que chamou de “realidades”.
“Vamos acrescentar algumas coisas mais das realidades quânticas, da física quântica”, explicou.
Ele afirmou ainda que um novo segmento, chamado “ufologia indígena”, será incorporado à revista, descrevendo o tema como “um lado muito interessante”.
Quando questionado sobre temas mais polêmicos, como Terra Convexa e Ratanabá, Urandir disse que só serão levados para dentro da revista assuntos que tenham algo inerente à ufologia. No entanto, adiantou que, em relação à Terra Convexa, acredita que nada deverá ser abordado.
Já sobre Ratanabá, afirmou que o tema envolve “antropologia, civilizações antigas e não terrenas” e que, na visão dele, isso se encaixa na proposta da revista.
A revista continuará com a versão impressa, além da digital. Jornais e documentários também serão incorporados ao projeto.

Em relação aos valores envolvidos na transação, Urandir não revelou números e manteve o sigilo, algo que desperta grande curiosidade entre os entusiastas e o público em geral. Embora especulações nas redes sociais apontem valores entre 1,2 milhão e 1,7 milhão, ele se limitou a dizer que não teria problema algum em divulgar o valor exato, caso Daniel concordasse com a divulgação.
Mas a parte talvez mais interessante e ousada da entrevista ainda estava por vir. Ao ser questionado sobre como via a situação de se tornar o novo dono da maior revista de ufologia do mundo, que pertenceu justamente ao seu antigo rival, Urandir disse guardar há tempos um sentimento que, segundo ele, agora se concretizou.
Ele afirmou que, de certa forma, já sabia que isso aconteceria um dia.
Perguntei:
Ovniologia: É conhecida a antiga rivalidade entre o senhor e o falecido Ademar José Gevaerd. Como enxerga o fato de agora estar à frente da maior revista de ufologia do mundo, que pertenceu a ele?
“Então, né… é uma pergunta que todos fazem: como eu encaro essa situação? Quando o Daniel me fez essa proposta, parece que já não me era estranho. Um dia eu falei para o meu grupo: tem toda essa bagunça aí entre eu e ele, mas um dia essa revista ainda vai ser nossa. Todo mundo ainda vai sentar à mesa, tomar um café e dar risada do passado.”
Urandir comentou que, embora Ademar Gevaerd infelizmente não esteja mais presente, seu filho está, o que, segundo ele, permite que esse novo momento aconteça.
“Pra você ver, nada é ao acaso, por haver uma causa ”, afirmou.
E ele não se limitou a falar apenas de antigos sonhos que agora se tornaram realidade. Urandir também mencionou planos ainda mais ambiciosos em relação a investimentos e aquisições.
Disse que pretende compra a rede globo!
“Tem a Rede Globo também, nós vamos comprar ela também! A Revista UFO já foi”, afirmou, dando uma leve risada de satisfação. “Só falta a Rede Globo agora.”
Parafraseando aquele ditado “a palavra tem poder”, Urandir disse que “gera uma frequência”, e a frequência vai “te arranjando” e se tornando realidade no momento certo.
Ele disse que existe uma importância nisso. Que seria muito importante, por exemplo, possuir uma emissora como a Globo, já que, segundo ele, foi por tanto tempo injustiçado pela Revista UFO com matérias mentirosas, e que ter a Globo, por exemplo, faria com que um jornalismo responsável, em pacto com a verdade, fosse divulgado.
Urandir também comentou sobre aquele abandono em massa por parte de divulgadores, pesquisadores, ufólogos, grupos e canais ligados à revista.
Ao ser questionado sobre qual seria a mensagem àqueles que se afastaram do projeto, ele disse que eles “cometeram um grande erro”.
Ovniologia: Para aqueles que criticaram a compra da revista e decidiram se afastar do projeto, qual é a sua mensagem?
“Minha mensagem é que sigam seus caminhos, mas observem os resultados, façam uma reflexão interior, coloquem na balança os prós e contras e quem sabe algum dia possamos caminhar lado a lado. Eles fizeram um bom trabalho, são grandes pesquisadores, mas talvez estejam tomando decisões precipitadas, ou por orgulho, por ego ou por apego… Eu diria que eles cometeram um grande erro.”
Com receio que a entrevista ficasse muito longa e enjoativa, e também devido à sua agenda corrida, pedi que Urandir descrevesse em uma frase, de forma resumida, o que representa para ele a aquisição da revista. De maneira reflexiva, ele disse:
“A aquisição da UFO pela Dakila é uma estratégia bem pensada e de muita reflexão, onde as informações de dois legados se somam na distribuição de conteúdos que vão preencher uma lacuna no coração e na mente das pessoas.”
Ele ainda completou: “Temos muito que aprender. Agora a Revista UFO vai entregar uma ufologia completa!”
Apenas o futuro dirá
Apenas o futuro dirá como a amada Revista UFO ficará. Muitos estão otimistas, enquanto outros, pessimistas quanto a essa nova realidade.
O que todos os admiradores e assinantes da revista esperam é que sua qualidade permaneça, que seu foco não se desvie e que seu objetivo, que sempre foi tratar a ufologia com seriedade, se mantenha firme.
Se, dentro deste novo momento em que a revista se encontra, houver desafios a vencer, será preciso contar não só com seu público, mas com pessoas engajadas em fazer acontecer, garantindo que o legado continue e permaneça.
Na medida do possível, novas atualizações sobre tudo isso serão trazidas aqui no Ovniologia.
No fim, mais do que mudanças administrativas ou editoriais, o que está em jogo é a continuidade de uma história que ajudou a moldar a ufologia brasileira e mundial. Entre expectativas, dúvidas e esperança, a comunidade acompanha atenta os próximos passos, torcendo para que a revista siga cumprindo seu papel de informar, investigar e manter viva a divulgação ufológica.

Eu acredito que teremos uma revista muito mais interessante e compromissada com o fato real.
Ansiosa pela primeira publicação dessa parceria.